segunda-feira, 3 de maio de 2010

Um amor no meio do caminho

madrudada do dia 03 de maio de 2010



Tem uma frase bem clichê que diz: quando é pra ser, é! Foi o jeito mais inusitado de duas pessoas se apaixonarem, eu não procurava por ninguém, ainda era apaixonada pelo meu primeiro amor de verdade, e Felipe tinha acabado de nascer, era a coisa mais importante da minha vida, eu não via mais nada em volta. Tanto que não percebi o par de olhos azuis que vinha me seguindo. Era um novo vizinho, recém chegado do Espírito Santo para estudar e morar na Bahia, no meu prédio. Segundo eu soube depois, ele acompanhava a evolução dos meus cumprimentos a ele em cada encontro: se eu só sorria, se eu dizia oi, ou perguntava se estava tudo bem e eu o fazia de maneira mecânica, apesar de alguém ter comentado sobre ele comigo. Eu era a pessoa mais reservada e distraída (acho que ainda sou) do mundo e ele foi se mostrando alguém atencioso e disposto a superar todas essas dificuldades. A história é muito engraçada, em resumo, outra menina era apaixonada por ele e lhe mandava cartas anônimas, ele já me observava há muito tempo, achava que tínhamos uma conexão e logo pensou que era eu quem lhe escrevia e respondeu as duas cartas que recebeu na minha caixa de correspondência... Foi uma confusão daquelas! Mandei uma pra ele explicando que não era eu, que havia um engano, mas ele insistiu e começamos a conversar por telefone, pessoalmente e acabamos virando namorados. Ainda tenho essas cartas e as poesias que ele me escrevia (já sabendo quem era quem). Foi a segunda vez que eu disse Eu Te Amo pra alguém. Fizemos planos, sobre profissões e filhos, eu conseguia me imaginar com ele no futuro, mas aconteceram várias coisas e acabou. Desde o primeiro beijo, roubado, até o beijo de despedida foram uns dois anos e pouquinho. Ele foi alguém muito importante pra minha vida e demorei a esquecê-lo!
Ainda hoje me lembro dele quando ouço uma música cujo trecho ele pôs num cartão com o buquê de flores mais lindo que já recebi: “Porque toda razão, toda palavra, vale nada quando chega o amor.”

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