Estava completando um mês de cursinho, no Módulo, e não andava muito feliz porque vinha ouvindo depoimentos de pessoas que estavam ali há mais de quatro anos tentando passar no vestibular e não era isso que eu queria pra mim, até porque achava que nunca ia passar. O meu sonho de infância era ser advogada, mas aos 17 anos quem tem certeza de alguma coisa?
Durante o intervalo entre uma aula e outra, olhei para uma nova amiga do cursinho e disse: - Não vou agüentar isso, esse ambiente me dá angustia! - E abaixei a cabeça. Exatamente neste momento, o professor de literatura entrou na sala dizendo: - Quem é Luana Marques? – E eu respondi levantando a cabeça sem entender nada, também suspendi o dedo: - Eu! – respondi.
Ele continuou:
-Desça rápido porque sua tia está aí embaixo te esperando. Você passou no vestibular em Feira de Santana, parabéns! - A turma aplaudiu, fez a maior festa e fui embora, pra nunca mais voltar.
Eu havia passado em Direito na UNEB, muito longe, em Juazeiro - decidi não ir, e perdido na UFBA, mas esqueci que tinha prestado vestibular pra História, na UEFS e não olhei o resultado, então a irmã de uma amiga minha viu o meu nome no jornal por acaso e ligou pra ela que ligou pra minha casa e ali estava eu, correndo para resolver tudo, pois aquele era o último dia de matrícula.
Quem me esperava no cursinho quando desci as escadas era tia Marta, tive um minuto pra pensar se cursaria ou não a faculdade, graças a ela e Tio Hudson consegui resolver tudo, pois meu pai estava viajando e porque eles são demais mesmo! Tiramos documentos, fotos 3x4, pegamos histórico na antiga escola, foi um corre-corre porque já tinha passado das três horas ha muito tempo. Depois de tudo ainda teríamos que ir até Feira de Santana efetuar a matrícula. Minha tia não foi conosco, mas ficou o tempo todo ao telefone tentando convencer os responsáveis pela matrícula a me aguardar porque eu já estava chegando (mentira! Ainda faltava muita estrada.). Meu tio correu na estrada como se estivesse levando uma filha dele e quando chegamos à Universidade já era noite. Lembro que ele fechou os carros no estacionamento, caso fossem dos funcionários não poderiam sair até que me matriculassem (risos). Ufa! Depois de muita agonia eu estava, enfim, matriculada. A tarde foi corrida mas cumprimos a missão!
Minha avó não queria que eu fosse e minha mãe me advertiu de que se eu ligasse chorando meu pai não ia poder sair correndo pra me buscar, meu avô me apoiou após constatar que era o que eu queria, meus primos ficaram um pouco tristes porque eu ficaria longe, minhas tias ficaram divididas, meu namorado a época disse que eu não conseguiria “ Lu, você é muito apegada a sua família, não vai ficar uma semana”...
Mas eu só tomei consciência do que aquilo significava quando entrei sozinha no ônibus . Chorei o caminho todo,parecia que estava indo pro outro lado do mundo, nunca tinha ficado longe daquela estrutura familiar, era como cortar o cordão umbilical pela segunda vez. Eu sabia que perderia momentos preciosos do desenvolvimento de Lipe, que então estava com 3 anos, que perderia contato com meus amigos, que não estaria lá em momentos importantes da família e um monte de outras coisas que fiquei pensando.
Mas eu sabia também que precisava crescer, sair um pouquinho do meu mundinho cor-de-rosa, conhecer pessoas diferentes, começar a virar adulta, ter mais responsabilidades e até, porque não, me desapegar um pouco da minha família, ser mais independente. Estava indo morar sozinha, não conhecia ninguém, nada, tudo era novo, não sabia o que me esperava, podia dar certo ou errado, como tudo, e eu precisava dessa experiência, qualquer problema eu tinha pra onde voltar.
terça-feira, 4 de maio de 2010
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"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
ResponderExcluirE então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome: Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é: Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de: Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é: Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável, pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama: Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é: Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a: Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é: Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é: Saber viver!"
Charlie Chaplin...