segunda-feira, 31 de maio de 2010

À flor da pele

Um dia desses...

Às vezes tenho vontade de desistir de tudo, de mim, porque tudo, cada coisa na minha vida demanda muito esforço, nada vem facilmente e de vez em quando me canso e tenho vontade de só ficar no meu quarto e não fazer nada mais. Como diz Caetano, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, mas algumas vezes vejo mais dor.
Faz quase um mês que parei de tomar os meus remédios para o Pânico e a Depressão, já é a quarta vez que faço isso. Uma loucura, o meu médico disse que quando eu quisesse parar a medicação, teria que pedir a ele para ir diminuindo a dosagem aos poucos porque os remédios são fortes demais e não podem ser interrompidos abruptamente. Mas é sempre a mesma coisa, após um tempo de disciplina, fazendo tudo certinho, começo a me sentir bem por um longo período, me sinto estável, tenho a impressão de que estou curada, começo a “esquecer” dos remédios e paro. O problema é que as conseqüências não demoram a aparecer: fico muito sensível, com o choro fácil, instável, começo a sentir palpitações, umas tristezas e uma angústia terrível.
Claro que ninguém tem como adivinhar que estou sendo irresponsável com a minha recuperação, não estou bem e que por isso estou supersensível. As pessoas continuam agindo como sempre, mas eu me magôo como nunca! Claro que não é de forma consciente, dessa vez só percebi os efeitos da interrupção do tratamento quando chorei após falar ao telefone com um amigo, julguei que ele estava sendo grosseiro comigo mas depois me dei conta de que não havia motivos para isso, ele não fez nada de mais e eu fiz o maior drama. Fica tão fácil me magoar, estou sensível a tudo. Um tom mais firme, uma palavra dura, um olhar duvidoso conseguem me desestruturar.
Deposito muito no outro mas sei que não posso me sentir emocionalmente dependente de alguém, ninguém está obrigado à ninguém. Preciso aprender a me equilibrar sozinha, sem estar tão susceptível a fatores externos que não tenho como controlar. As pessoas estão vivendo suas próprias vidas e eu também tenho que fazê-lo. Carinho não é coisa que se peça, atenção não é coisa que se cobre, as pessoas dão ou não, naturalmente, depende do que têm pra oferecer a você e eu preciso aceitar o que cada um pode me dar. Tenho que me acostumar e seguir o meu caminho.
Esse post está confuso como eu (kkkk) mas garanto que aqui existe alguma lógica. Eu tropeço, caio muitas vezes, mas sei exatamente o que fazer para me reergue, acho que isso ajuda. É difíci, mas não é impossível e estou tentando fazê-lo mais uma vez, só não quero e não posso desanimar. É hora de começar a análise, voltar a tomar meus remédios e parar de buscar coisas ou pessoas em quem me apoiar. Mãos a obra!

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