Admiro a criação que meus pais e avós me deram, no que diz respeito a valores e princípios, a única coisa diferente que faria é preparar melhor os meus filhos para viver a realidade porque crianças superprotegidas viram pessoas frágeis e despreparadas. Mas os entendo, pois fui a primeira filha, primeira neta, primeira sobrinha... E ainda hoje sou a única mulher desta geração da minha família. Então nunca me faltou amor, sempre me sobrou dengo e cuidados, muitos cuidados. Lembro de tia Marcélia me pondo em seu colo e cortando as minhas unhas no seu horário de almoço, para quem eu era (e ainda sou) a Lola ou Lolinha; Tia Marta me chamava de Tialinda, não tem como não lembrar dos presentes que ela me trazia de viagem; Tia Rosa com quem eu ouvia muita música, fazíamos ginástica, e adorava me fazer surpresas. Casa de avó é assim, sempre movimentada, sempre com visita, cheia dos filhos e todas participaram da minha educação e me mimaram MUITO. Minhas tias são grandes amigas minhas, parecem formar uma equipe com a qual sempre posso contar, basta que eu dê um ou dois telefonemas e pronto, tia Marta vai resolver, tia Marcélia já sabe como, tia Rosa conseguiu. Um problema comigo e todas ficam preocupadas, se metem, dão opinião, uma confusão!(risos)
Acho que elas não entendem qual o meu problema, ou melhor, como alguém que sempre teve tudo como eu, cresceu tão cheia de problemas e questionamentos dentro de si, uma auto-critica auto-destrutiva e com uma capacidade irritante de questionar tudo a sua volta, uma REBELDE.
Tem coisas que eu também não sei explicar mas eu prefiro ir a Cuba que aos EUA, prefiro espanhol ao inglês, música latina à americana, estudei em colégio católico e não tenho religião, gostava de fazer coisas de adulto quando era criança e agora me sinto uma menina e mais um milhão de coisas.
Posso até mudar de idéia se o argumento contrário me convencer mas geralmente estou indo contra.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
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