segunda-feira, 26 de abril de 2010

Romance e sonhos

Madrugada do dia 21 de abril de 2010

Claro que a minha vida não se resume a médicos, crises e medos. Talvez eu seja um pouco dramática, mas tenho um lado infantil, sonhador, romântico... Nem tudo é trágico. Tem um pouco de humor, um tanto de música, poesia e eu sou uma mistura de tudo isso.
Eu não queria ser uma pessoa fria e racional, mas ser romântica cansa muito, porque a realidade não tem muito romantismo, mas certo grupo de pessoas sofreu alguma alteração genética que faz com que elas olhem a vida através de uma lente cor de rosa. Eu, infelizmente, tenho esse grave defeito de fabricação. Um livro, um filme, uma música me dão frio na barriga, arrepiam e emocionam facilmente. Sinto tudo! Vivo dizendo que morro de saudades de um amor que ainda não vivi, acho a lua a coisa mais romântica que existe, adoro ficar em silêncio ao lado de quem eu gosto, amo dar abraço de um minuto (piada interna). Em resumo: sou muito boba, e sei que isso sempre foi um obstáculo à minha vida amorosa. Ergo uma muralha ao meu redor, sempre fui assim, talvez esse seja mais um dos meus medos. Sempre impus regras rígidas, sobre o meu corpo, por exemplo. Então não podia um monte de coisas, porque eu via certas coisas como invasão ou abuso. Já irritei algumas pessoas por isso, briguei, já me senti ofendida, e não vou mentir, certas regras ainda existem, ainda sou assim. Não que isso signifique que eu me ache superior ou intocável, a essa altura já não é segredo pra ninguém que eu tenho uma auto-estima baixíssima, mas acho que certas coisas são tão íntimas e especiais, que não deveriam ser banalizadas assim. Na verdade meu entendimento de liberação sexual é muito diferente do da maioria. Não tem nada a ver com quantidade ou variedade, se bem que, se te der prazer, porque não? Mas o meu prazer é diferente.
Como não sou uma pessoa superficial, embora aparente às vezes, não beijo na boca por beijar, não transo se não estiver apaixonada e não sou desleal a quem eu amo e claro, pago um preço por isso.
Durante muito tempo acreditei que deveria me casar virgem porque tinha uma visão fantasiosa de que apareceria o cara perfeito, com direito a fundo musical, e então seríamos felizes como nos contos de fadas. Claro que a vida vai te ensinando muitas coisas e não tenho vergonha de dizer que mudei de idéia, porque teve um momento em que parei pra pensar: Vai que o príncipe demora 40 anos pra chegar, se é que ele existe! Eu hoje sei que preciso viver, sentir, experimentar e ser feliz com o que a realidade me oferece porque contos de fadas não existem. O problema é que quando você é menina, principalmente, costumam ler isso pra você todos os dias antes de dormir, daí você internaliza aquilo e acha que tudo pode ser perfeito.
Atualmente, pra falar a verdade, a perfeição nem me atrai mais, meus gostos mudaram. Sou uma pessoa mais realista. Mas as lentes cor-de-rosa continuam grudadas nos meus olhos, infelizmente!
“ Quem sabe o príncipe virou um chato e vive dando no meu saco, quem sabe a vida é não sonhar?”
05:09h

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