Esse mês, todo mundo que me encontrou perguntou como foi o meu São João. São João? Pra mim não aconteceu. Mas não estou reclamando, fui eu quem quis assim e foi exatamente como pensei que seria: dias tranqüilos e muito produtivos. Agora vem a tão desejada viagem de que já comentei por aqui.
Eu ando pensando a respeito de várias coisas, principalmente no que tange algumas relações que estabeleci e cheguei a conclusão de que preciso sacudi-las. Eu poderia fingir que não estou vendo nada e continuar num “lugar confortável” sem questionar o que venho percebendo, mas isso me incomoda e não vou fazê-lo, então prefiro jogar tudo pra cima e o que continuar é porque vale a pena.
Ah, foram dias de estudo e muito, muito FUTEBOL!!! Adoro assistir aos jogos da Copa, preenchi as tabelas e fiz contagem de pontos, uma delícia! Pena não ter dado para o Brasil. Incrível a alegria do povo sul africano, nem parece que vivem tantos conflitos devido ao recente fim do Apartheid. Lembro de ter chorado compulsivamente certa vez com um documentário sobre o regime de segregação ao ver uma criança negra numa escola sem estrutura alguma como cadeira ou mesa escrevendo com um pequeno pedaço de giz. Ela estava de cócoras, inclinada por sobre uma minúscula lousa, pois deveria aprender desde cedo a posição de reverencia aos brancos e era obrigada a ficar daquela forma por horas, devia ter cinco ou seis anos . É louco pensar que isto e outras tantas barbaridades foram colocadas em lei e que ainda hoje a maioria dos brancos da África do Sul querem o retorno desse sistema. Bom, o esporte mascara essas coisas, pela TV só vejo os sorrisos e as tais vuvuzelas. Isso tem um lado positivo, pois dá um pouco de alegria àquele povo e mostra que a África não é só Deserto, Savana e Somália. Pena que ao mesmo tempo oculte do mundo os problemas que eles enfrentam todos os dias. Tento imaginar: se a escravidão no Brasil acabou a mais de cem anos e suas marcas ainda são tão perceptíveis no nosso cotidiano, façamos idéia do que é ser negro na África do Sul apenas 15 anos após o Apartheid.
Eles ainda precisam de nuitos Mandelas e Winnies.
domingo, 11 de julho de 2010
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