domingo, 11 de julho de 2010
O Remédio
Fui à uma endocrinologista essa semana. Adorei a consulta, uma médica excelente; examinou tudo, quis saber da minha vida toda, me passou uma bateria de exames,o que me fez entender porque tive que esperar mais de três horas pra ser atendida. A espera valeu! Dentre todas as coisas que conversamos uma coisa me chocou: contei que suspendi meus remédios por conta própria porque estava me sentindo um pouco dopada e sem concentração para ler e estudar. Foi aí que a médica me perguntou qual era essa tal medicação e se surpreendeu quando lhe falei. Segundo ela, o tal remédio compromete a memória, a concentração e deixa o paciente aéreo (coisa que já sou naturalmente) e prejudica o raciocínio lógico. O pior é que o médico que o prescreveu não me disse nada sobre esse efeito colateral e eu fiquei muito preocupada porque percebi que estava ficando meio idiota (no sentido técnico da palavra). Mas que bom que percebi, segui minha intuição e parei. O problema é que os médicos muitas vezes não vêm o paciente como um todo; analisam a parte, resolvem com fortes doses de remédios o sintoma do qual você se queixa sem pensar que seus efeitos colaterais podem gerar problemas ainda maiores no cotidiano do indivíduo. Eu tenho uma vida, estudo, contas, relações e não posso ser reduzida a uma paciente de forma pontual, tenho que ser vista como um todo(eu e todo mundo, é claro). Mas agora está tudo bem, parece que essa médica entendeu as minhas questões, vamos ver!
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário