25 de agosto de 2010
Ontem foi a minha segunda consulta com aquela endocrinologista que comentei por aqui (post: 11 de julho – O Remédio). Cheguei ao consultório levando todos os mil exames que ela me prescreveu. Após verificar e anotar pacientemente cada resultado, ela comentou sobre os riscos aos quais estou vulnerável já que tenho o grau dois de obesidade (não sei se é assim que se fala), o que é péssimo porque só existem três graus, então já viu né? Preocupante! Ela me pesou (eu ainda não tenho coragem de revelar o meu peso) e após constatar que de julho para cá eu perdi 0,0 Kg, decidiu me receitar um emagrecedor. Eu nunca tomei remédio para emagrecer, sempre tive medo, preconceito, sei lá o que e pedi que ela, por favor, me convencesse dos prós do tal medicamento. Fiquei feliz em saber que ele não mexe com o sistema nervoso, ou seja, não vai alterar meu humor ou causar dependência, pois atua diretamente no aparelho digestorio, na atuação das enzimas, e isso me tranqüilizou bastante. Devo tomá-lo duas vezes ao dia e junto a isso continuo fazendo uso das minhas outras medicações (antidepressivos e controladores de ansiedade). Somos praticamente uma equipe, eu e meus remédios.
Nos últimos dias comecei a ver sentido no que diz uma amiga minha: “tudo é uma questão de escolha”, é decisão. Então decidi ser mais precisa quanto aos meus objetivos a dar prazos para eles, logo, não quero emagrecer, quero emagrecer agora, precisamente x quilos, na velocidade que o meu corpo permitir sem que isso me cause danos. Ter procurado uma médica para me ajudar não é nenhuma novidade, já o fiz antes, mas não posso negar, dá um gás, um certo ânimo só em saber que estou recomeçando e que tenho algum tipo de ajuda. Estou otimista tentando não pensar no sofrimento que vai ser, ou no quão trabalhoso, sim, porque não é fácil; só vejo na minha frente o bom resultado. Não vai dar errado porque eu não quero que dê e porque sei que tem tudo pra dar certo, acho que tomei todos os cuidados e a minha parte eu vou fazer, o resto depende da natureza e do universo. Já tenho norral no assunto, como disse, essa não é a primeira vez que embarco no desafio que é tentar emagrecer quando se tem compulsão e outros probleminhas. Vai ser como casar pela enésima vez, você já entra desacreditado as pessoas já se perguntam, "de novo?" Mas ninguém casa pra separar, ou achando que não vai dar certo, o objetivo é ser feliz, é que tudo corra bem apesar das dificuldades que sempre aparecem, das tentações e das crises durante o percurso. Bom, como eu acredito no amor, espero comemorar bodas de ouro!
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
Dias Melhores
Ufa! Bem melhor que dá ultima vez, ainda bem. As vezes eu acho que tem alguem me protegendo, cuidando de mim, não sei se posso chamar de sorte. Como sempre, as coisas vão voltando aos seus devidos lugares, tudo vai se acertando. Estou dando a cada coisa o seu peso devido, nem mais nem menos, e portanto, tendo reações mais proporcionais à importância de cada ação. Essa foi uma semana atípica, a moça que nos ajuda em casa está de férias e sua substituta só vem três vezes na semana, resultado, eu sou a mais nova dona-de-casa do momento. Bom, apesar da exploração que rola (minha vó pensa que eu trabalho para ela- kkkkkkk) eu estou gostando. Regulei meu sono, durmo e acordo cedo, estou me sentindo mais disposta, cansada mas feliz. O resto é o resto.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Olhos Vermelhos
Tive uns dias complicados, ouvi coisas duras e maldosas a meu respeito; acho que abalariam qualquer mulher, ainda mais eu. No dia nem fui pra aula, no outro fui, sentei no chão do corredor e chorei, minhas amigas me deram apoio, me disseram algumas verdades e foi muito bom, então...não vou ficar em casa me escondendo dessa vez. Eu fui leal aos meus sentimentos, não fiz nada de errado, me mostrei sem medo e perdi porque não era pra ser, joguei limpo durante todo o tempo e da próxima vez não vou fazer diferente, eu não sei fazer diferente. Sei que não posso exigir tratamento diferenciado, sofro e ainda vou sofrer como todo mundo, não sou um bibelozinho, não vou quebrar. Pra começar vou deixar o papel da vítima de lado, ele não me pertence, não vou sentir pena de mim, não quero que ninguém o faça. Eu preciso me reinventar, já fiz isso nas minhas relações familiares, profissionalmente e preciso fazer isso em outras relações também. Na verdade toda essa confusão está tendo um lado positivo, ela veio para acelerar um processo que ha muito já havia começado então está sendo um catalisador para que eu vire essa página da minha vida. Como vou fazer isso? Não sei. O graaaande plano por enquanto é ir a um show do Capital Inicial.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Abraço
Dia 01 de agosto de 2010
01:21h
Chuvaaaaaa! Eu gosto de dias de chuva, adoro sentir frio. Também adoro o sol, acho que ele melhora o humor das pessoas, mas nada como dormir num dia de chuva, com aquele barulhinho que mais parece canção de ninar; debaixo de um edredom num quarto escuro... Isso beira a perfeição. Estive conversando com dois amigos queridos e comentávamos sobre o quanto dias frios aproximam as pessoas, ficamos buscando calor humano, os abraços são mais longos e aconchegantes. Por falar nisso, eu sempre preferi abraços, às vezes me parece que os tradicionais beijinhos no rosto são dados de maneira muito mecânica, uma espécie de protocolo social a ser cumprido por todos. Eu gosto de abraçar, sentir as pessoas; é mais sincero, não gosto de fazer coisas só para constar. No filme “Crash” (trata de racismo e intolerância) que mostra várias sequências violentas no cotidiano de uma grande cidade (não lembro se NY ou LA) o narrador lança uma tese interessante, ele diz que as pessoas se agridem porque a vida é tão corrida e todos estão tão isolados que a colisão é uma maneira de nos tocarmos, é uma desculpa para mantermos contato. Eu acho que pode ser verdade, eu particularmente preciso de contato com gente e o abraço é um remédio pra suprir essa necessidade; pra que eu não me sinta sozinha e para curar as eventuais angustias. É por isso que eu sempre abraço. É tão bom poder dizer tudo que se sente num abraço. Abraço de saudade, de amor, de pêsames, de desejo, de amizade, de mãe... O corpo fala, um abraço diz tudo.
01:21h
Chuvaaaaaa! Eu gosto de dias de chuva, adoro sentir frio. Também adoro o sol, acho que ele melhora o humor das pessoas, mas nada como dormir num dia de chuva, com aquele barulhinho que mais parece canção de ninar; debaixo de um edredom num quarto escuro... Isso beira a perfeição. Estive conversando com dois amigos queridos e comentávamos sobre o quanto dias frios aproximam as pessoas, ficamos buscando calor humano, os abraços são mais longos e aconchegantes. Por falar nisso, eu sempre preferi abraços, às vezes me parece que os tradicionais beijinhos no rosto são dados de maneira muito mecânica, uma espécie de protocolo social a ser cumprido por todos. Eu gosto de abraçar, sentir as pessoas; é mais sincero, não gosto de fazer coisas só para constar. No filme “Crash” (trata de racismo e intolerância) que mostra várias sequências violentas no cotidiano de uma grande cidade (não lembro se NY ou LA) o narrador lança uma tese interessante, ele diz que as pessoas se agridem porque a vida é tão corrida e todos estão tão isolados que a colisão é uma maneira de nos tocarmos, é uma desculpa para mantermos contato. Eu acho que pode ser verdade, eu particularmente preciso de contato com gente e o abraço é um remédio pra suprir essa necessidade; pra que eu não me sinta sozinha e para curar as eventuais angustias. É por isso que eu sempre abraço. É tão bom poder dizer tudo que se sente num abraço. Abraço de saudade, de amor, de pêsames, de desejo, de amizade, de mãe... O corpo fala, um abraço diz tudo.
domingo, 1 de agosto de 2010
Meu Pecado Capital
Acho sinceramente que todo mundo comete diariamente um tanto de cada pecado capital e que a predominância de uns sobre os outros define e delineia o comportamento de cada indivíduo. A gula, sem dúvidas, é o meu pecado de “destaque”. Estive pensando então, porque diante de tantas coisas eu desenvolvi uma compulsão relacionada à alimentação, à boca? Sim, porque o prazer em comer começa e se encerra na boca, é um estímulo da oralidade, depois da boca acaba o prazer, começam os problemas. A gula tem um tanto de voracidade, é resultado de um conflito interno entre razão e instinto, onde o primeiro perde. Por isso ela meio que representa um retorno à animalidade porque em tese, o homem civilizado tem controle sobre si mesmo e seus impulsos. Mas apesar de ser considerada um pecado, acho que a gula não leva ninguém para o inferno(se é que ele existe), porque ela gera conseqüências imediatas e ninguém deve ser punido duas vezes pela mesma coisa (bis in idem - kkkkk). Écomo um passar mal de tanto fazer bem; dói no corpo, dói no espírito, trás ressaca moral, o castigo não tarda e não falha, o inferno é aqui.
Espelho
Tenho a impressão de que uma única pessoa pode refletir várias imagens. A imagem verdadeira e de fato ( não sei se esta o espelho capta; a imagem que ela quer que os outros tenham dela; a que corresponde à forma como ela se vê e a que retrata a forma como ela é vista pelos outros. Às vezes ouço alguém falando sobre si mesmo e noto que a pessoa não tem noção de que é o oposto do que está dizendo. Pergunto-me então, se ela está dissimulando ou se realmente acredita no que está falando. E mais, será que eu também faço isso? Será que sou uma mentira, tento projetar uma imagem que não é a minha? Não sei, mas gostaria que alguém me dissesse como tenho vontade de dizer a outras pessoas. Outra coisa que me impressiona é a capacidade que as pessoas têm em identificar e criticar o defeito do outro e contrariamente são cegas e condescendentes com suas próprias deficiências. Acho feio quem é desprovido de autocrítica, tenho até pena porque a pessoa não tem como melhorar e evoluir.
É chegada à hora de admitir mais uma fraqueza; eu tenho medo de criticar, de dizer o que eu acho que o meu interlocutor não gostaria de ouvir porque isso me incomoda, trás desconforto, fico com pena da pessoa, não quero magoá-la; é uma espécie de constrangimento alheio. Talvez eu seja uma egoísta, uma pessoa insegura que quer ser aceita e para isso procura sempre ser agradável, quem sabe o que se passa no meu subconsciente? Mas tenho outra hipótese também; por ser muito vulnerável a criticas, fico me colocando no lugar do outro e pensando o quanto eu me sentiria péssima em ouvir tais coisas, sim, porque a depender da forma como a crítica me é feita eu me desfaço em pedaços. Nunca estou preparada para recebê-la porque vivo me criticando então quando alguém além de mim me critica eu fico realmente pra baixo. Com isso não quero dizer que não as aceito; até concordo com elas muitas vezes, acho importante ter amigos que me digam o que preciso, esses são meus melhores amigos, mas levo a questão pra cama, reflito, sofro, revejo meus conceitos e analiso meus princípios. Pode até ser um certo complexo de inferioridade, falta de segurança em mim porque muitas vezes criticar é atirar pedra no telhado alheio e sinceramente, nem tenho telhado.
É chegada à hora de admitir mais uma fraqueza; eu tenho medo de criticar, de dizer o que eu acho que o meu interlocutor não gostaria de ouvir porque isso me incomoda, trás desconforto, fico com pena da pessoa, não quero magoá-la; é uma espécie de constrangimento alheio. Talvez eu seja uma egoísta, uma pessoa insegura que quer ser aceita e para isso procura sempre ser agradável, quem sabe o que se passa no meu subconsciente? Mas tenho outra hipótese também; por ser muito vulnerável a criticas, fico me colocando no lugar do outro e pensando o quanto eu me sentiria péssima em ouvir tais coisas, sim, porque a depender da forma como a crítica me é feita eu me desfaço em pedaços. Nunca estou preparada para recebê-la porque vivo me criticando então quando alguém além de mim me critica eu fico realmente pra baixo. Com isso não quero dizer que não as aceito; até concordo com elas muitas vezes, acho importante ter amigos que me digam o que preciso, esses são meus melhores amigos, mas levo a questão pra cama, reflito, sofro, revejo meus conceitos e analiso meus princípios. Pode até ser um certo complexo de inferioridade, falta de segurança em mim porque muitas vezes criticar é atirar pedra no telhado alheio e sinceramente, nem tenho telhado.
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